segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pior não fica?

Com tanto para fazermos em pouco tempo, um caso em particular chama a atenção pela completa falta de nexo: como é que se desconhece o fato do deputado mais votado do país ser, possível e provavelmente, um iletrado? Isso por que todos sabem, feliz ou infelizmente, quem é o dito cujo, que prefiro nem mencionar o nome, por que nem eu sei o nome verdadeiro, e por ser tamanha a falta de respeito com aqueles que possuem ainda algum senso crítico.

Quanto àqueles ilustres desconhecidos, que podem não ter a sorte de serem populares, também analfabetos, que por ventura possam estar nos representando nas câmaras, sem que ninguém saiba? Não se trata apenas de saber ler. Quando se elege alguém que não possui gabarito, conhecimento histórico ou proposta; e nem menciono vida política, visto que seria pedir muito de um cidadão que afirma não saber o que faz um deputado, é por que algo realmente grave acontece gritantemente em silêncio.

Isso sim, por parte de quem votou nele, é atitude anarquista. Estão todos compactuando com a palhaçada toda. E pior de tudo isso: o voto é obrigatório, e o deles vale a mesma coisa que o meu. Digo, valeria. Sim, pois além da falta de consciência a que sou submetida por meios de comunicação, logo pela manhã, em pleno feriado, meu voto vale menos: o que importa numa eleição é a soma de votos dentro de um partido, e em segundo plano fica a disputa dos candidatos dentro do partido. Pois é, parabéns, você acabou de eleger mais um representante que desconhece.

Duvido que, ao menos, 10% dos mais de 1,35 milhão votos desperdiçados saibam o que significa ao PR e suas coligações. Voto, cada um tem o seu. Tirem também suas próprias conclusões.

Por Laís Torreão

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