Na Grécia e na Roma antiga, eram chamados partidos os grupos seguidores de uma idéia, doutrina ou pessoa, indivíduos que se guiavam por uma mesma ideologia. Atualmente, no entanto, observamos a ausência desta ideologia nos partidos políticos e em suas coligações. Segundo o sociólogo Nildo Viana, os partidos políticos atuais são organizações nas quais predomina a burocracia em sua estrutura e que se fundamentam na ideologia da representação política, não no acesso direto do povo às decisões políticas, tendo como objetivo conquistar o poder político estatal, além de serem expressões políticas de alguma oligarquia econômica ou tradicional.
Tornou-se mais importante o poder e os privilégios do que a própria representação da população função de agrupar indivíduos com os mesmos ideais foi perdida pelos partidos, que agora têm única e exclusivamente o objetivo de conseguirem o maior número de representantes possível. A população precisa de fato voltar a ter não só a representatividade política, mas a participação, e para isso é preciso que os grupos que assumem o papel de representá-la, os partidos, voltem a deixar claras suas idéias e principalmente suas propostas.
Por Dominique Gogolevsky
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