quarta-feira, 3 de novembro de 2010

minha nada mole vida

"A Câmara de São Paulo volta a discutir hoje, 03/11 um projeto legislativo de reajuste salarial: a remuneração de Kassab passaria de R$ 12.384 para R$ 24.117 e a dos secretários iria de R$ 5.344 para R$ 20.499. Já o salário da vice-prefeita, Alda Marco Antônio, subiria de R$ 5.504 para R$ 21.705.

A proposta cria um parâmetro permanente, usando como base o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal --R$ 26.723. O prefeito poderia receber até 90,25% do valor pago a um ministro do Supremo. A partir daí, o salário do prefeito passaria a ser a referência para a remuneração do vice (90% do pago ao prefeito) e dos secretários (até 85%). [...] Kassab já disse que abriria mão do reajuste de seu salário, já que o objetivo da proposta era ter uma remuneração que ajudasse a atrair nomes de peso ao secretariado." -  folha.com

Com base em quê? Curioso pensar que, para obtenção aumento salarial e outros benefícios, são frequentes as manifestações trabalhistas. Quanto aos professores e médicos, são menos importantes ou será o stress que o trabalho oferece? Ou a carga horária, quem sabe? Não faço coro às greves, mas quais motivos nos levariam a ceder a tal absurda proposta?

Bom, só nos falta ameaçarem parar de trabalhar.

por Laís Torreão

domingo, 31 de outubro de 2010

Alguns resultados

Com certeza o Movimento do dia 21 foi um sucesso.É incrível a quantidade que apareceu, ou gostaria te ter ido. Além dos e-mails recebidos, adorei ler o que cada um escreveu nas folhinhas verde amarelas, sim, são muitas, mas em parte são todas minhas também.
Cada um colhe o que planta. Espero que a iniciativa se alastre e renda bons frutos.
Quanto à eleição, recém apurada com vitória petista no refrente ao cargo presidencial, espero sinceramente que os senhores tenham plantado o que desejam colher.
Nós cumprimos com a nossa parte.


por Laís Torreão

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eu comecei. E você?

Você sabe o que faz um senador? E o que faz um deputado federal? Saber o que faz um presidente a maioria sabe. Porém, o que para muitos é desconhecido é que por trás do presidente há senadores e deputados que limitam os poderes do habitante do Palácio da Alvorada. Como eleger um candidato que irá compor a Câmara dos Deputados ou o Senado sem saber o que ele deve fazer lá? Ou pior, como eleger um candidato que não sabe nem o que ele próprio deverá fazer lá? São perguntas sem respostas ou com respostas escondidas por trás de uma cortina alegórica criada por marqueteiros que ganham fortunas para fazer exatamente o que fizeram nestas eleições: fazer a população votar em palhaços (profissionais ou não). Realmente, manter a população ignorante e focada em palhaços é uma estratégia muito inteligente. Mas a mesma estratégia que hoje funciona, não funcionará mais. A juventude está cada vez mais informada e cada vez menos conformada quanto à situação política atual da nação. Nós não vamos deixar que a obscuridade e a corrupção tomem o lugar da transparência e da ética. Nós não vamos deixar que o Brasil se torne um exemplo mundial de corrupção. Nós vamos lutar pela transparência na política, afinal os políticos eleitos por nós devem fazes jus ao nosso voto. Eu já comecei. E você?

Pior não fica?

Com tanto para fazermos em pouco tempo, um caso em particular chama a atenção pela completa falta de nexo: como é que se desconhece o fato do deputado mais votado do país ser, possível e provavelmente, um iletrado? Isso por que todos sabem, feliz ou infelizmente, quem é o dito cujo, que prefiro nem mencionar o nome, por que nem eu sei o nome verdadeiro, e por ser tamanha a falta de respeito com aqueles que possuem ainda algum senso crítico.

Quanto àqueles ilustres desconhecidos, que podem não ter a sorte de serem populares, também analfabetos, que por ventura possam estar nos representando nas câmaras, sem que ninguém saiba? Não se trata apenas de saber ler. Quando se elege alguém que não possui gabarito, conhecimento histórico ou proposta; e nem menciono vida política, visto que seria pedir muito de um cidadão que afirma não saber o que faz um deputado, é por que algo realmente grave acontece gritantemente em silêncio.

Isso sim, por parte de quem votou nele, é atitude anarquista. Estão todos compactuando com a palhaçada toda. E pior de tudo isso: o voto é obrigatório, e o deles vale a mesma coisa que o meu. Digo, valeria. Sim, pois além da falta de consciência a que sou submetida por meios de comunicação, logo pela manhã, em pleno feriado, meu voto vale menos: o que importa numa eleição é a soma de votos dentro de um partido, e em segundo plano fica a disputa dos candidatos dentro do partido. Pois é, parabéns, você acabou de eleger mais um representante que desconhece.

Duvido que, ao menos, 10% dos mais de 1,35 milhão votos desperdiçados saibam o que significa ao PR e suas coligações. Voto, cada um tem o seu. Tirem também suas próprias conclusões.

Por Laís Torreão

domingo, 10 de outubro de 2010

DIA 21

No dia 21, como forma de protesto inteligente, os participantes não irão interditar o trânsito ou entrar em confronto com a polícia, como muitos protestos que vem acontecendo ultimamente.
A ideia é reunir o maior número possível de estudantes no Vão Livre do Masp, no dia 21/10, às 13h30, para cantar o Hino Nacional durante o hasteamento da bandeira do Brasil e fazer 5 minutos de silêncio pela transparência política. Durante esses 5 minutos todos irão escrever os seus protestos em folhas verde e amarelas e estes serão anexados e enviados para Brasília em forma de documento.
PARTICIPEM, DIVULGUEM, MANIFESTEM-SE!

PARTICIPEM!

DATA: 21/10, quinta-feira
HORA: 13h30
TRAJE: Verde e Amarelo
LOCAL: Vão livre do MASP

Vista-se de verde amarelo
Cante o verde amarelo
Escreva pelo verde amarelo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Devemos protestar!

A corrupção e o mau gerenciamento público são atualmente problemas presentes em um grande número de estruturas e partidos políticos de nosso país.O povo brasileiro de forma geral não consegue vislumbrar seus interesses representados em uma atuação satisfatória da classe política eleita,o que muito compromete o desempenho de nosso Estado democrático.Apesar da sociedade brasileira viver em constantes mudanças,ainda não são realizadas medidas governamentais que se fazem essenciais para fazer de  nosso Brasil um país mais justo e mais próspero para toda a população brasileira.Não obstante nós ,cidadãos desse país, devemos cumprir com pesados deveres tributários e portanto deveríamos receber amplos benefícios da Federação,a nível estadual e também a nível municipal.A manutenção dessa relação de compromisso entre o indivíduo e o Estado é essencial para o desenvolvimento de qualquer país,mas atualmente fica evidente que tal compromisso não tem ocorrido de maneira regular em nosso país nos últimos 24 anos de governo democrático.
   É necessário admitir que houveram alguns avanços que melhoraram a condição de vida dos brasileiros de forma ampla,principalmente os  aspectos consequentes à estabilização da economia brasileira.Acreditamos que hoje o povo brasileiro encontra-se já amadurecido  para combater certas questões de vital importância para o desenvolvimento do país,principalmente a grande ineficiência da classe política atual que não cumpre com o desempenho estipulado pelo compromisso com seus eleitores.
    Somente pela clara ineficiência de nossas estruturas políticas  é que  devemos nos indignar e contestar os políticos eleitos e presssioná-los em favor de medidas que alterem decisivamente o quadro de irresponsabilidade que assistimos prevalecer na política do Brasil comtemporâneo.A transparência política deve ser o aspecto regente do governo para que o mesmo  possa realizar sua função de atender as reivindiações de toda a população.Para que tal objetivo seja alcançado é necessário que haja maior mobilização política do povo brasileiro e  formação de novos grupos políticos que imponham reformas políticas aos partidos eleitos.Cabe a nós,cidadãos brasileiros lutar por nossas reivindicações para o bom funcionamento de nosso estado democrático  lutando imediatamente pela transparência política em nosso Brasil.Buscando uma mobilização estudantil em favor desta causa estamos lutando por um Brasil mais justo e democrático para todos nós.


por Victor Jaramillo

Mudança pela educação

A corrupção é, sem dúvidas, um dos problemas que mais gera revolta entre os eleitores no país. Visto que, nos últimos governos, esta vem se multiplicando de maneira avassaladora, incessante e incontrolável, os cidadãos votam conformados com o fato de estarem elegendo um candidato corrompível. Nós, estudantes, enxergamos as perspectivas como algo inaceitável em um país como o Brasil, que aparenta significativo crescimento econômico e desponta como importante liderança no cenário internacional.
 O povo brasileiro está tendo os valores éticos e humanos praticamente extintos quando o assunto é política. A cada dia que passa, as pessoas estão menos politizadas, sobretudo por estarem desacreditadas na política brasileira. Essa situação precisa mudar, e é da juventude que parte a iniciativa.
Por Marcella Miranda

Sem Ideologia

Na Grécia e na Roma antiga, eram chamados partidos os grupos seguidores de uma idéia, doutrina ou pessoa, indivíduos que se guiavam por uma mesma ideologia. Atualmente, no entanto, observamos a ausência desta ideologia nos partidos políticos e em suas coligações. Segundo o sociólogo Nildo Viana, os partidos políticos atuais são organizações nas quais predomina a burocracia em sua estrutura e que se fundamentam na ideologia da representação política, não no acesso direto do povo às decisões políticas, tendo como objetivo conquistar o poder político estatal, além de serem expressões políticas de alguma oligarquia econômica ou tradicional.
Tornou-se mais importante o poder e os privilégios do que a própria representação da população função de agrupar indivíduos com os mesmos ideais foi perdida pelos partidos, que agora têm única e exclusivamente o objetivo de conseguirem o maior número de representantes possível.  A população precisa de fato voltar a ter não só a representatividade política, mas a participação, e para isso é preciso que os grupos que assumem o papel de representá-la, os partidos, voltem a deixar claras suas idéias e principalmente suas propostas.
Por Dominique Gogolevsky

Pré manifesto

Nós, estudantes escolares, militantes da geração que assoma, votantes aversos à corrupção que eclipsa a democracia, decidimos agir. Nós, representantes da juventude, vozes que clamam por caridade política e por ecos em todos os lugares, redigimos o manifesto que objetiva derramar indignação e atitude na garganta ressequida de nossa sociedade. Nosso manifesto estira cordas para que todos se agarrem a ele e os ideofage, em curta paródia do ser todo e nenhum. Apartidário, assíduo, assindético, trabalha sem ligantes, mas estabelece sentido. O prazer é todo seu.

   por Ivan Fernandes

Cara pintada

Incrível é o sentimento nacionalista ufanista que toma conta do país inteiro a cada quatro anos. Incrível também é justamente a primeira frase referir-se à Copa do Mundo, e não às eleições. A efemeridade da mobilização nacional é tão absurda que três meses são suficientes para que a dissociação de uma nação ocorra.

Curioso imaginar a revolta dos torcedores frente a uma partida sem sucesso concomitante ao conformismo frente ao descaso político generalizado. Se for triste pensar que demoraremos mais quatro anos ao possível “hexa”, o que pensar da tragédia de mais quatro anos sem representatividade? A idéia é mostrar que verde amarelo pinta a nossa cara e veste o nosso corpo a cada quatro anos também durante a escolha do futuro nacional.

Se você está cansado da falta de esperança, da falta de consciência, da falta de opção, da falta de respeito: ponha as cores da bandeira no peito.

       por Laís Torreão